Conhece os carros movidos por gravidade?

Os carros movidos pela gravidade desenvolvidos pelos alunos do curso técnico em Eletromecânica foram uma das atrações da mostra de trabalhos da Semana da Ciência e Tecnologia do Campus Araranguá. Os carros são utilizados na corrida Gravity Racing, promovida semestralmente pelo curso em Araranguá. Nesse esporte, os competidores descem morros e ladeiras dirigindo carros que têm a gravidade como única força propulsora.

Os carros vão sendo aprimorados pelas novas turmas em seus projetos integradores. Desde o primeiro módulo, os estudantes já trabalham em projetos de carros em miniatura. Nos módulos seguintes, buscam desenvolver componentes do veículo, como o sistema de freios ou de direção.

A última corrida de carros movidos por gravidade do Campus Araranguá foi realizada em julho deste ano. A próxima deve ocorrer no início de 2011.

Alfredo, 71 anos, vai prestar o Enem

Alfredo Fernandes, gaúcho de Passo Fundo de 71 anos que há 27 mora em Chapecó, está atrás de um sonho: entrar em um curso superior. “O espaço que eu não tive quando era mais jovem, estou buscando agora”, afirma. Alfredo é um dos cerca de 100 aluno do curso Pré-Vestibular da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que visitaram a Semana de Ciência e Tecnologia do Campus Chapecó.

Quando fala em “buscar o espaço”, o representante comercial, que ainda não tem formação superior, refere-se à falta de oportunidades para estudar quando era mais jovem e morava em uma comunidade do interior de Passo Fundo. “Fui pra cidade porque precisava trabalhar e não dava tempo para estudar”, conta.

Alfredo ainda não decidiu para qual curso pretende se candidatar – Economia ou Engenharia de Alimentos são algumas das opções. O certo é que ele vai prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e tentar uma vaga em um curso superior.

Alfredo (no centro da foto) e os colegas do Pré-Vestibular da UFSC visitaram laboratórios do Campus Chapecó

Sobre a visita ao IF-SC, Alfredo diz que “todos os laboratórios são interessantes” e que a qualificação profissional é importante para o futuro dos jovens. “É importante oferecer para a juventude essa oportunidade de se qualificar”, avalia.

Alfredo e os demais visitantes da Semana de Ciência e Tecnologia do Campus Chapecó conheceram a mostra de projetos dos alunos do Campus Chapecó e laboratórios de todos os cursos. Professores e servidores do IF-SC apresentaram a eles alguns equipamentos utilizados nas aulas e forneceram informações sobre os cursos oferecidos. Para finalizar a visita, os estudantes assistem a uma apresentação do diretor-geral do campus, Juarez Pontes, sobre o IF-SC e os cursos que a instituição oferece em Chapecó.

Hoje é dia de apresentação de trabalhos científicos em Joinville

O último dia da III Semana Acadêmica do Campus Joinville é destinado à apresentação de trabalhos científicos desenvolvidos no campus. Qualquer pessoa pode ir ao campus (Rua Pavão, 1.337, bairro Costa e Silva) e conhecer os trabalhos, que ficarão expostos das 13h30 às 16h e das 19h às 20h30.

A lista completa pode ser conferida aqui.

Trabalhos de Eletromecânica podem auxiliar professores do ensino básico

No Campus Chapecó, os trabalhos inovadores dos estudantes (projetos integradores e de pesquisa) ocupam o hall do prédio administrativo. Quem visita o campus pode conhecer, por exemplo, trabalhos produzidos pelos alunos do curso Proeja (educação profissional integrada à educação de jovens e adultos) em Eletromecânica que podem auxiliar professores da educação básica em suas aulas.

Os alunos da Eletromecânica desenvolveram maquetes em isopor de bacias hidrográfias da região Oeste do Estado e um sistema que simula o motor a vapor produzido por James Watt no século 18.

Outra maquete serve para destacar o uso do LED (diodo emissor de luz) em vez das lâmpadas incandescentes ou fluorescentes. O estudante Djoni Dittadi explica aos visitantes que o LED não disperdiça energia em calor, como acontece com as lâmpadas fluorescentes e principalmente as incandescentes, e seria mais econômico em longo prazo. O que impede o seu uso em maior escala seria o alto custo de instalação.

Outro trabalho da Eletromecânica que chama a atenção dos visitantes é o “Mexa-se e Produza”, nome dado a um sistema que permite ligar até um tocador de CD utilizando a energia gerada pelo movimento da roda de uma bicicleta.


Quem quiser conhecer os trabalhos deve se apressar. Hoje (22) é o último dia de visitação da Semana de Ciência e Tecnologia do Campus Chapecó (Av. Nereu Ramos, 3.450-D, bairro Seminário).

Curso Têxtil vai doar roupas a idosos

No curso técnico em Têxtil em Malharia e Confecção do Campus Araranguá, algumas peças de roupa produzidas pelos alunos durante as aulas, como pijamas e camisas, vão ser destinadas a idosos do Lar Beneficente São Vicente de Paulo, em Araranguá. A professora Maria Pierina Ferdinandi Porcel Sanches conta que essa iniciativa faz com que muitos estudantes caprichem na produção das peças. “Eles se preocupam muito com a qualidade do que é produzido porque sabem que alguém vai usar.”

Professores e alunos do curso até visitaram o lar São Vicente de Paulo para saber as preferências dos idosos (são cerca de 100) e adequar as peças a essas preferências.

Os visitantes da Semana da Ciência e Tecnologia do Campus Araranguá puderam conhecer, no Laboratório de Malharia, os equipamentos utilizados em aula e como são produzidas as peças pelos estudantes do curso técnico em Têxtil em Malharia e Confecção.

Estamparia também reforça consciência ecológica

No Laboratório de Estamparia do Campus Araranguá, os visitantes conheceram como funcionam as várias técnicas de estamparia e trabalhos dos alunos dos cursos técnicos em Têxtil: Malharia e Confecção e em Produção de Moda. Além disso, receberam uma sacola de lixo para veículos que reforça um lado importante da Semana da Ciência e Tecnologia do Campus Araranguá: a consciência ecológica.

Aquecedor solar de baixo custo

Um sistema de aquecimento de água feito com canos de PVC, garrafas PET de refrigerante e caixas de leite longa vida foi um dos trabalhos apresentados no Campus Araranguá durante a Semana da Ciência e Tecnologia. O estudante Geison Euzébio, do curso de licenciatura em Física, apresentou o projeto “Aquecedor Solar Caseiro de Baixo Custo” a estudantes de escolas públicas e visitantes da Semana.

No sistema, que pode ser visualizado por meio de um protótipo já desenvolvido, a água flui pelos canos somente com a gravidade e a pressão. Em volta dos canos de PVC, é feito um painel com as caixas de leite abertas e pintadas com tinta preta, para absorver mais calor do sol, e as garrafas PET, que ajudam a reter esse calor. “As garrafas funcionam mais ou menos como o ‘efeito estufa’ do sistema”, explica Geison.

Ao passar pelos tubos, a água é aquecida e sobe de volta para o reservatório – que deve ser obrigatoriamente instalado a uma altura acima do painel – já em temperatura de banho (cerca de 50 graus). Como a água quente é menos densa que a fria, o tubo que vai levar a água já quente para o chuveiro ou torneira deve ser colocado na parte superior do reservatório, pois a água fria, mais densa, fica na parte de baixo.

Além de permitir reutilizar materiais que virariam “lixo”, o sistema também economiza energia que seria destinada para o aquecimento de água e também não usa nenhum motor para bombear a água. Os pesquisadores disponibilizam no site do Campus Araranguá informações sobre o aquecedor e em breve vão divulgar um vídeo que explica como pode ser montado um sistema caseiro desse tipo.

Em breve, mais informações

O primeiro dia da Semana da Ciência e Tecnologia do Campus Araranguá foi aberto à visitação de escolas e da comunidade externa. Na quinta e na sexta, haverá palestras e oficinas para os alunos.

Quem visitou o primeiro dia da Semana em Araranguá pôde ver não só trabalhos de destaque, mas também um belo pôr-do-sol, que vale a pena registrar.

Ao longo desta quinta, traremos mais informações sobre a Semana da Ciência e Tecnologia no Campus Araranguá e também sobre a Semana de Ciência e Tecnologia do Campus Chapecó, com cobertura in loco. Acompanhe!

A poluição no Rio Araranguá preocupa

Em uma tarde de coleta, servidores e alunos do Campus Araranguá retiraram cerca de 400kg de lixo do Rio Araranguá, o principal da cidade. Tem de tudo: sofá, bola de futebol, monitor de microcomputador… É tanto lixo que deu até para criar um boneco com cerca de 2,5m de altura com parte do que foi retirado do rio. O boneco simboliza o homem, responsável pela poluição.

A coleta faz parte de um projeto do curso de licenciatura em Física do Campus Araranguá e que está sendo mostrado para os visitantes na Semana da Ciência e Tecnologia do campus, que começou na quarta, dia 20, e vai até sexta-feira, 22. Parte dos materiais recolhidos do rio está exposta logo na entrada do campus.

O estudante Joel Borba da Rosa, da terceira fase do curso de Física, conta que o objetivo é consicentizar a população de Araranguá a não poluir mais o rio, que percorre toda a cidade e tem sua foz próxima à famosa praia do Morro dos Conventos. “As pessoas não percebem, mas nas margens dos rios tem muito lixo”, conta Joel.