Fontes de energia alternativa em debate no SICT-Sul

As energias alternativas foram tema de mesa redonda realizada ontem (16) no 1º Simpósio de Integração Científica e Tecnológica do Sul Catarinense (SICT-Sul), envolvendo três professores-pesquisadores do Laboratório de Engenharia de Processos de Conversão e Tecnologia de Energia (Lepten), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O coordenador do laboratório, Sérgio Colle, fez uma apresentação sobre energia solar. Segundo ele, a Região Sul tem 14% menos de incidência solar que o Nordeste, mas o valor ainda é o dobro que o registrado na Alemanha, um dos países que mais faz uso da energia solar. Para ele, o desafio é “desenvolver sistemas inteligentes, ligados a um sistema de previsão meteorológica”, que permita armazenar a energia para os dias de pouco sol ou no inverno.

O pesquisador criticou a falta de investimento público em energia solar – somente a iniciativa privada tem apostado nessa fonte de energia – e afirmou ser necessário que mais jovens se interessem pelo tema. “Nossa comunidade de energia solar está diminuindo. Faltam jovens, faltam mestres e doutores”, lamenta.

Julieta Barbosa Monteiro abordou o tema da energia gerada a partir de biomassa. Há diversas fontes desse tipo para a geração de energia como a cana-de-açúcar, o óleo de palma, a castanha-de-caju e a casca do arroz. “O Brasil tem uma disponibilidade de biomassa bem variada e bem distribuída”, afirma.

Em Santa Catarina, as principais fontes disponíveis são a casca do arroz, os dejetos de animais provenientes da produção pecuária e o “licor negro”, um resíduo resultante da produção do papel. No entanto, segundo Julieta, a produção de energia a partir de biomassa no estado ainda é residual.

Por fim, Júlio César Passos falou sobre energia eólica. Para ele, o Brasil tem um potencial interessante de uso dessa energia. No entanto, a China, líder mundial na geração de energia eólica, gera 40 vezes o total do Brasil por ano (60 mil megawatt, contra cerca de 1,5 mil megawatt). O Ceará é o maior estado gerador, seguido pelo Rio Grande do Sul, onde estão os maiores aerogeradores do País (na cidade de Osório).

Em Santa Catarina, o destaque é o município de Água Doce, no Meio-Oeste. “A energia eólica não emite gases do efeito estufa, permite reduzir o uso de combustíveis fósseis e poupar água das hidrelétricas”, conta.

Uma ideia sobre “Fontes de energia alternativa em debate no SICT-Sul

  1. Com certeza mudanças sustentáveis na área de energias alternativas e Smart Grid , só serão possíveis através de ações em conjunto do poder público, iniciativa privada, como bancos, empresas e universidades. Muito interessante as soluções propostas pela empresa Siemens, na área de energia. Vale a pena dar uma lida.

    http://www.siemens.com.br/desenvolvimento-sustentado-em-megacidades/smart-grid.html

    Alessandra Ribeiro

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *