Equipamento do Campus Araranguá auxilia cadeirantes no trabalho

Por meio de dois projetos, um de pesquisa e outro de extensão, o Campus Araranguá desenvolveu um protótipo para acessibilidade de cadeirantes na educação profissional e tecnológica. Uma espécie de veículo-plataforma, o equipamento foi uma das atrações da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em Araranguá e, nesta quinta-feira, foi testado por dois cadeirantes em uma atividade no Laboratório de Estamparia do campus.

A construção do equipamento foi realizada por meio do projeto de pesquisa “Desenvolvimento de um protótipo para a acessibilidade de cadeirantes na educação profissional e tecnológica”. “Com ele, o cadeirante fica com mais autonomia para desempenhar atividades como trabalhar em uma bancada”, explica o professor Fábio Evangelista Santana, coordenador do projeto. Isso porque o equipamento permite ao cadeirante regular a altura em que pretende ficar e isso facilita o trabalho em bancadas.

Cadeirante pode regular a altura em que pretende trabalhar com o equipamento.

Os testes feitos com os cadeirantes são uma iniciativa do projeto de extensão “Caminhando com cidadania”. O técnico em assuntos educacionais Mozart Maragno é o coordenador do projeto e explica que o projeto começou em setembro, trazendo cadeirantes até o campus para avaliar as condições de acessibilidade. Depois de identificadas as barreiras arquitetônicas, o objetivo é obter recursos para fazer as melhorias. “Não temos ainda alunos cadeirantes, queremos que eles venham estudar aqui e temos que estar preparados para recebê-los”, diz.

Julio dos Santos, 28 anos, cadeirante há dois, testou o protótipo e o aprovou. No Laboratório de Estamparia, ele fez o processo de estampar um pedaço de tecido somente com sua cadeira de rodas e depois com o equipamento. “Sem o equipamento, estava difícil enxergar o que eu estava fazendo. Com ele, ficou melhor de ver e mais fácil de trabalhar. Se alguma firma daqui tivesse esse equipamento, eu conseguiria trabalhar com ele”, conta. Julio, morador de Meleiro, próximo a Araranguá, era pintor e sofreu um acidente de trabalho há dois anos, que o deixou paraplégico. Desde então, está desempregado.

Julio dos Santos testou o processo de estampar um tecido sem o equipamento (somente com sua cadeira de rodas) e…

… depois fez a mesma tarefa com o equipamento. Segundo ele, ficou mais fácil de visualizar o que estava fazendo e, com isso, mais fácil também de trabalhar.

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