Transformando a teoria em prática

Os professores são enfáticos ao afirmar os benefícios que um projeto de pesquisa pode trazer para os alunos envolvidos. E não é à toa. Por meio de um trabalho desse tipo, os estudantes conseguem relacionar conceitos de disciplinas básicas com as mais técnicas e ver a aplicabilidade dos seus estudos.

Professor Aurélio no meio dos alunos Victor e Loranzan do Câmpus Florianópolis.

Professor Aurélio no meio dos alunos Victor e Loranzan do Câmpus Florianópolis.

Foi assim com o projeto de impressora 3D desenvolvido por alunos do Câmpus Florianópolis e apresentado na SNCT de Brasília. O professor orientador, Aurélio da Costa Sabino Neto, destaca essa interdisciplinaridade. “O projeto casou muito bem com a área de mecatrônica, envolvendo a parte de eletrônica, a mecânica de precisão e a computação”, explica.

Para o professor, fazer pesquisa pode ser muito proveitoso para os alunos comprometidos. “Percebo que os estudantes que se envolvem em pesquisa têm um amadurecimento maior”, afirma.

impressoraNo caso da impressora 3D, o projeto beneficiou não só os bolsistas. A máquina já foi usada para desenvolver uma engrenagem para um equipamento de outro curso. Além disso, as peças “impressas”em 3D podem ajudar os alunos em outras disciplinas, como a de desenho técnico. “Com o auxílio dessa máquina, podemos sair da abstração e tornar o conceito mais palpável para os alunos que estudam geometria espacial, por exemplo”, afirma Larozan Hinkel, estudante do curso de Engenharia Mecatrônica e bolsista do projeto.

O projeto deu tão certo que, com apoio de outros editais de pesquisa do IFSC, foi formado o Núcleo de Estudos em Manufatura Aditiva (Nema), um grupo de pesquisa para aprimorar o modelo, testando novas formas de alimentação e de movimentação mecânica. “É bem satisfatório ver o projeto finalizado, a máquina funcionando e poder continuar trabalhando nisso”, ressalta o professor Aurélio.