Papel-semente pode virar plantas nativas, como a erva-mate

Em vez de jogar fora um papel e poluir o meio ambiente, que tal enterrá-lo para dar origem a uma planta? Este é o objetivo do papel-semente, em que são colocadas sementes na massa de papel reciclado. A proposta já foi patenteada no  Brasil, mas um grupo do Curso Técnico de Agroecologia do Câmpus Canoinhas resolveu aplicar esta ideia com sementes de plantas nativas da região, como o sassafrás e a erva-mate.

Professores Orlando Campanini (esq) e Lauro Petrentchuk com os bolsistas do projeto.

Professores Orlando Campanini (esq) e Lauro Petrentchuk com os bolsistas do projeto.

O projeto começou a ser desenvolvido em agosto deste ano pelos bolsistas Felipe Cardoso e Débora Klautzc, com orientação do professor Orlando Campanini e co-orientação do professor Lauro William Petrentchuk.  Eles recolhem papel usado no próprio câmpus, deixam de molho na água para retirar a cola, por exemplo, e então o material e moído. Na hora de fazer a massa deste papel reciclado são adicionadas as sementes.

“Ele tem um aspecto bem diferente, que chama a atenção. Depois de reutilizado, o objetivo é que seja enterrado e o próprio papel sirva de substrato para a planta”, afirma Campanini.

Amostras de sassarás e erva-mate.

Amostras de sassarás e erva-mate.

A seleção das espécies, segundo o professor Lauro, levou em consideração alguns fatores históricos e sociais. “Canoinhas é considerada a capital mundial da erva-mate. E o sassafrás está na lista do Ibama como ameaçada de extinção. Desde  1993 é proibido o corte para extração”, afirma. O óleo extraído do sassarás era muito vendido principalmente para fora do Brasil para a indústria farmacêutica, cosmética e até para lubrificar peças embaixo d´água.

Com cores e aromas

O professor Lauro explica que outras plantas também estão sendo selecionadas, como pitanga, jabuticaba, aroeira-vermelha, canela-cravo e canforeira. Campanini completa que para deixar o papel ainda mais atrativo a proposta é produzi-lo com cores e aromas obtidos a partir de algumas destas plantas. “Este papel poderá ser usado em folders da instituição, pastas e até convites de formatura”, detalha Campanini.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *