Em Joinville, alunos mostram eletroeletrônicos feitos com materiais recicláveis

Alunos do Curso Técnico de Eletroeletrônica mostram a batedeira e o carregador de celular feitos por eles.

Alunos do Curso Técnico de Eletroeletrônica mostram a batedeira e o carregador de celular feitos por eles.

Batedeira que funciona com motor de impressora, carregador de celular feito com CDs e lápis, luminária de azeite e vinagre. Achou estranho? Pois tudo isso funciona, e bem! São experimentos de alunos do Ensino Médio do Câmpus Joinville que estão na Mostra Acadêmica da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT).

Em uma tenda, os alunos expõem os equipamentos e explicam aos visitantes como eles funcionam. Kalena Morais fez até milk-shake na batedeira. “Usamos uma fonte de computador, o motor de uma impressora velha e um interruptor. Quando o circuito elétrico está fechado, ela funciona!”, explica com o entusiamo a nova cientista.

Durante o dia todo ela e os colegas de experimento Gabriel da Silva, Igor Calegari, Thamara Correa e Ramon Nass atenderem centenas de alunos do IFSC e de escolas que visitaram a instituição e ficaram curiosos com as “engenhocas”.

Uma delas é bem útil para quem perdeu o carregador de celular. Com um pedaço de papelão, dois CDs, elástico de dinheiro e lápis, os alunos Lucas Siedschlag, Renan dos Santos, Hector Paradela e Sálvio Luz conseguem carregar qualquer eletroeletrônico.

Aline e Camila tentam separar as listas telefônicas.

Aline e Camila tentam separar as listas telefônicas.

E tem também experiências que mais parecem mágica ou algum truque, mas é apenas Física. As colegas Aline Tavares e Camila Santiago fazem muita força para tentar separar duas listas telefônicas, que tiveram as folhas intercaladas como fazem os jogadores ao embaralhar cartas. “São 300 folhas de cada lado que geram um grande atrito. Tem vídeo que mostra que nem dois carros, um puxando para cada lado, consegue desgrudar”, afirmam. E não há cola alguma!

Já a luminária feita por elas usa o princípio da densidade. Num vidro: óleo, vinagre, corante e um pouquinho de bicarbonato de sódio, que em contato com o vinagre solta bolhas coloridas.

Avaliação

E todos os experimentos são avaliados por professores do câmpus e por alunos do Curso Superior em Mecatrônica. “É muito interessante ver estes meninos fazendo pesquisa e construindo os experimentos. Até porque tenho interesse na docência e aqui podemos conhecer melhor este meio”, afirmou o aluno de Mecatrônica, Daniel Rodrigues.

O colega João Driessen lembra que quando fez o Ensino Médio teve apenas a teoria. “Fui fazer pesquisa só na graduação. Estes meninos têm uma vantagem muito grande se quiserem continuar pesquisando. Terão mais experiência.”

João e Daniel avaliam experimentos da Mostra.

João e Daniel avaliam experimentos da Mostra.

Este é um dos objetivos de incentivar a prática pelos alunos. Segundo a professora de Física do câmpus, Ana Melo, “o IFSC tem este diferencial em priorizar a dialética teoria/prática e isso contribui expressivamente em uma formação completa dos nossos estudantes.”

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