Exemplos de superação

DSC03331Uma lição de vida. Assim foi a mesa-redonda realizada nesta quinta-feira (24) de manhã na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia do Câmpus Gaspar. Para tratar o tema “Inclusão Escolar e Social: Superação de sujeitos com deficiência nos diferentes espaços”, foram convidadas três profissionais com deficiência. Mais do que fazer relatos de vida, as palestrantes mostraram que muito ainda precisa ser feito para praticarmos a cidadania.

Fabiana Schmitt Corrêa é surda. Descobriu a surdez aos 6 anos por meio de uma professora na pré-escola e foi perdendo progressivamente a audição até deixar de escutar quando estava na graduação. E a pedagoga chegou à graduação justamente porque nunca viu na surdez uma limitação. “Consegui completar os estudos com muito esforço”, contou para a plateia com o auxílio da intérprete em libras, a professora temporária do câmpus, Gisele Rück Hofschneider. Hoje, Fabiana já é especialista em educação especial e mestranda em linguística.

DSC03333Outra palestrante que encantou os presentes foi a professora Luana Tillmann. A jovem nasceu com glaucoma congênito e, aos 15 anos, mesmo depois de passar por mais de 30 cirurgias, perdeu totalmente a visão. O diagnóstico de cegueira total não impediu Luana de lutar pelos seus sonhos. “É preciso ter coragem para assumir a deficiência”, contou.

Além de contar um pouco de sua trajetória, Luana esclareceu a plateia – formada principalmente pelos alunos do Câmpus Gaspar – sobre a maneira de lidar com a deficiência. “É importante entender que o termo correto é pessoa com deficiência, pois a deficiência é uma característica e não faz parte do sujeito”, explicou. A graduanda em pedagogia destacou ainda a necessidade da sociedade entender melhor do que trata a acessibilidade. “A deficiência não está no indivíduo, mas na sociedade”, enfatizou.

Daniela Sagaz, que também fez parte da mesa-redonda, nasceu sem parte de um braço e sem uma perna. Formou-se em psicologia e atualmente coordena o programa de Inclusão de Pessoas com Deficiência na empresa Souza Cruz. Para a psicóloga, as organizações precisam se preparar para conviver com profissionais com deficiência. “Assumir o despreparo é o primeiro passo para praticar a inclusão”, afirmou.

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