Público de mesa-redonda sobre drogas surpreende organização da SNCT do Câmpus Florianópolis

IMG_2053A mesa-redonda “Consequências do uso de substâncias entorpecentes na saúde, no esporte e na vida” surpreendeu os organizadores. Foram cerca de 200 pesssoas, entre professores, alunos e comunidade externa, que ouviram informações sobre o uso de drogas.

Participaram os professores do IFSC Câmpus Florianópolis Aldo Sena de Oliveira, Rita dos Santos, Marcelo Braga e também o delegado da Polícia Federal (PF) Ildo Rosa e o perito da PF Rogério Galiazzi.

Após uma breve apresentação do histórico do consumo de drogas pela humanidade, feita pelo professor Aldo, a professora Rita fez uma pequena palestra sobre a vulnerabilidade dos adolescentes em relação ao tema. “A neurociência comprova que, durante a adolescência – que biologicamente vai dos 12 aos 25 anos, mais ou menos – há uma diminuição no funcionamento dos neurotransmissores responsáveis pelo processamento da dopamina, o que gera um comportamento que busca o risco.

“A busca pelo risco vai desde o desejo de saltar de paraquedas até o uso de drogas. Mas, assim como a ciência comprova essa questão biológica, ela também dá a dica para evitar o consumo: aumentar a sensação de prazer e de bem-estar, e isso é obtido através do esporte”, ressaltou Rita, destacando que a prática de atividade esportiva é fundamental para uma adolescência sadia. Ela disse ainda que é possível alimentar o sistema de recompensa de forma inteligente, com bons livros, boa música e atividades junto à natureza”.

Representando a PF, o perito Rogério Galiazzi contou um pouco sobre o processo de produção de entorpecentes – que envolve, de forma geral, o uso de substâncias bastante tóxicas, como ácido sulfúrico e cal, e lembrou que é o livre arbítrio quem vai definir as escolhas de cada um e que, por isso, é preciso informação e conhecimento.

O delegado Ildo Rosa, por sua vez, falou não só sobre a questão legal, mas levantou também um tema maior. “Muitos jovens hoje se debruçam sobre o tema drogas, sem lembrar que há drogas muito mais letais do que as que estamos discutindo aqui. A corrupção, a miséria, que tiram a oportunidade de muitos outros adolescentes. Quantos não puderam estar onde vocês estão agora, não podem estudar? Os jovens discutem sobre drogas porque não tem oportunidade real de discutir assuntos como cidadania”, afirmou Ildo Rosa, defendendo que os estudantes tirem cedo o título de eleitor e votem de forma consciente para mudar o país.
Ele lembrou também que a internet não é o meio mais adequado para pegar informações sobre os efeitos das substâncias tóxicas sobre o organismo. “Na internet, se você quiser achar informações dizendo que maconha cura até unha encravada, você acha. Na hora de procurar, você tem que procurar as informações de um especialista”, disse o delegado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *