Visitantes descobrem novo mundo dentro do IF-SC

A VI Semana Nacional de Ciência e Tecnologia trouxe cerca de 50 mil visitantes para os estandes montados no Largo da Alfândega, em Florianópolis. A maioria deles foi de pessoas que passavam pelo local, que fica no Centro da Capital. Mas houve também a visita programada de diversas escolas públicas da região.

Escolas públicas organizam visita à Semana

Escolas públicas organizam visita à Semana

Uma dessas escolas, a Escola de Ensino Básico Luiz Cândido da Luz, do norte da ilha, trouxe seus alunos para conhecer os projetos e as atrações culturais. As alunas Vanessa Fernandes e Carolina Massmann, da sexta série, contam que adoraram o estande do curso de Radiologia. “O que eu mais gostei de ver foi o esqueleto”, diz Vanessa.

Visitantes conhecem projetos nos estandes

Visitantes conhecem projetos nos estandes

Para o professor delas, Peterson Ramos, a visita ao evento proporciona uma base para a formação dos alunos. “Aqui ele conhecem muitas coisas e despertam o interesse por algumas áreas”.

A VI Semana surpreendeu também quem passava pelas ruas da Capital sem compromisso. “Eu vim atraído pelo som da tenda cultural, e o que mais gostei foi das fotos em 3D do estande da Agrimensura”, conta José Alberto Ferreira, que mora no Rio Grande do Sul e visitava o centro da cidade.

Oficinas atraem grande público para a VI SNCT

Quinze oficinas. Todas lotadas. Esse é o resultado de uma novidade trazida na edição deste ano da VI Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), em Florianópolis. Com temas que foram desde a preparação de drinks até a utilização de softwares livres, o espaço criado pelas oficinas aproximou da comunidade a realidade da formação profissional proporcionada pelo IF-SC.

Oficinas atraíram grande público

Oficinas atraíram grande público

A oficina mais concorrida foi a de ostras, ministrada na quinta-feira, dia 15. “Os participantes aprenderam a preparar, a gratinar, puderam fazer degustação e ainda conheceram mais a relação cultural entre a região e as ostras”, conta Fabíola Martins dos Santos, uma das idealizadoras do espaço de oficinas dentro da VI SNCT.

Nicolas Yopan, morador de Florianópolis que trabalha com sucos no centro da cidade, participou da oficina de coquetel de frutas. “Foi muito bom porque a oficina foi bastante prática, sem muita teoria”. Já os estudantes Thiago Zirke, Camilla de Souza e Vanessa Gonçalves gostaram da oficina por causa do grande número de novidades que descobriram. “Eu não sabia que havia tantos nomes e tipos de drinks”, comenta Camilla.

Aulas para engordar pessoas

Já pensou como seria se, ao invés de ter que levantar do sofá para apagar uma luz esquecida acesa, você precisasse apenas apertar um botão no celular? E se o trabalho de alimentar o cachorro ou o gato de casa fosse feito por uma máquina e o único esforço do dono fosse colocar a ração dentro dessa máquina uma vez por semana? Pois projetos como esses são realidade para os alunos dos cursos de Sistemas Eletrônicos (superior) e Eletrônica (técnico).

Equipamentos desenvolvidos no curso visam ao conforto

Equipamentos desenvolvidos no curso visam ao conforto

“Nosso curso serve para deixar as pessoas gordas”, brinca o aluno Léo Henrique Sens, da 6ª fase de Sistemas Eletrônicos, sobre a grande comodidade e conforto proporcionado pelos projetos do curso.

Um desse projetos foi idealizado pelos alunos Cleidir Salvato e Fábio Cabral, por meio do qual é possível utilizar a internet para movimentar portas e janelas, identificar se alguma entrada da residência foi aberta e ligar e desligar aparelhos eletrônicos. “Como parte das residências possui internet sem fio e os celulares de hoje já têm acesso à internet, é possível controlar tudo do celular”, explica Salvato.

Sistema utiliza internet para controlar equipamentos a distância

Sistema utiliza internet para controlar equipamentos a distância

Mas não só a comodidade que inspira os alunos desses cursos. Um dos projetos cria um dispositivo que aumenta a segurança de todos os motociclistas. “É um capacete que tem na parte traseira uma espécie de reprodução das luzes trazeiras da moto. Assim, quando o motorista aciona o pisca ou mesmo freia, além das luzes traseiras convencionais, o brilho é reproduzido atrás do capacete. Isso é muito importante para melhorar a visibilidade, já que as luzes tradicionais costumam ser baixas e um caminhão, ônibus ou carro mais alto que estivesse atrás da moto, por exemplo, poderia não perceber as luzes de pisca ou de freio acionadas”, conta Sens.

Capacete reproduz sinalização trazeira de motos

Capacete reproduz sinalização traseira de motos

Para não atrapalhar a mobilidade do motorista, a tecnologia de transmissão das informações para o capacete não utiliza fios. “E caso o capacete se afaste demais da moto, é acionada uma sequência luminosa de alerta, sinalizando uma possível queda do motociclista”, afirma Sens. O projeto é do aluno Maicol Pacheco.

Automobilística é paixão inevitável

Quem visita sem grandes pretensões o estande do curso técnico em Automobilística, na VI Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, rapidamente é contagiado pela empolgação dos dois ex-alunos que apresentam os projetos desenvolvidos atualmente no curso. Pedro Cardoso e Charles Ramos se formaram em 2006 e hoje são alunos do curso superior em Mecatrônica do IF-SC, mas continuam apaixonados pela área automotiva.

Estande juntou cursos de Mecânica e Automobilística

Estande juntou cursos de Mecânica e Automobilística

Em meio a projetos de reboque para bicicletas e conhecimentos sobre eletrônica embarcada – aquela utilizada nos equipamentos eletrônicos dos automóveis -, o visitantes desse estande toma conhecimento dos desafios e do percurso trilhado pelos estudantes do curso. “São três semestres e um estágio, o que dá um ano e meio de aula”, conta Pedro. “E é um período muito bom em que todo mundo que está lá faz o que gosta”, destaca ele, que trabalhava numa empresa de motores antes de decidir voltar a ser um aluno do IF-SC.

Já para Charles, a paixão pelo curso fez com que ele mudasse inclusive o rumo de sua carreira profissional. “Eu sempre fiz esportes e cursava Educação Física quando fazia o curso técnico. Mas gostei tanto que larguei o curso superior e hoje estou investindo num futuro dentro da área de Mecatrônica, que tem muita ligação com Automobilística”.

Experiências com eletricidade e sensores chamam a atenção de visitantes

O curso superior em Sistemas de Energia e o técnico em Eletrotécnica trouxeram para o seu estande, em Florianópolis, diversas máquinas e experimentos que chamam a atenção dos visitantes da feira. Entre elas estão máquinas que utilizam sensores para identificar objetos, freios magnéticos e um gerador de cargas elétricas por fricção.

Princípio do freio magnético é utilizado em trem-bala

Princípio do freio magnético é utilizado em trem-bala

O freio magnético, segundo o professor Mário Kawata, utiliza o mesmo princípio dos trens de alta velocidade (trem-bala). “Aqui nos mostramos o princípio, mas a indústria produz, inclusive, equipamentos que conseguem controlar a polaridade dessas peças”, explica.

Uma máquina montada pelos alunos desses cursos utiliza sensores para detercar o volume de caixas e fazer a separação por tamanho. “Um serviço de correio pode utilizar esse sistema, que facilita o processo de separação”, conta Kawata.

Máquina separa caixas pela altura

Máquina separa caixas pela altura

Qualidade da água é tema de estande de Saneamento

Alunos e professores do curso técnico em Saneamento explicam aos visitantes da VI Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em Florianópolis como são feitos o tratamento e a análise da qualidade da água. Os projetos expostos simulam etapas desses processos e ajudam a compreender a importância do consumo consciente da água.

Um dos projetos expostos no estante é o teste de jarros, que ilustra a diminuição da turbidez da água e corresponde a uma parte do trabalho  realizado em estações de tratamento.

Estande do curso de Saneamento e experimento de "teste de jarros" (à direita)

Estande do curso de Saneamento e experimento de "teste de jarros" (à direita)

Os alunos de Saneamento também explicam o que representa a detecção de algumas substâncias na água. “O nitrato é cancerígeno e o sulfato de alumínio pode causar a doença de Alzheimer quando consumido a longo prazo. Já o fosfato indica que está ocorrendo alguma coisa de errada na natureza do local onde ele foi encontrado, como, por exemplo, um processo de eutrofização”, explica a aluna Débora Íris, da 5ª fase do curso téncico integrado.

Atividades suspensas

Em virtude do vento forte que começou na tarde desta quinta-feira em Florianópolis, as atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia no Largo da Alfândega foram interrompidas a partir das 17h para que possa ser feito reforço da estrutura do estandes.

As atividades – visitação, oficinas a apresentações culturais – voltam a ocorrer normalmente a partir das 9h de amanhã (16/10), último dia da SNCT em Florianópolis.

Sistemas de Telecomunicações mostra trabalhos de alunos

Projetos envolvendo sistemas de vigilância, sensores visuais de movimento e integração entre serviços eletrônicos oferecidos por hotéis estão entre os trabalhos expostos pelos alunos do curso superior em Sistemas de Telecomunicações, do Campus São José.

Projetos do cursos de Telecomunicações

Projetos do cursos de Telecomunicações

Segundo o aluno Rafael Turnes, da 6ª fase, quem passar pelo estande vai poder conhecer mais de perto esses projetos e falar diretamente com quem os desenvolveu. “E também vamos explicar sobre o nosso curso superior e o técnico em Telecomunicações”, conta.

Experimento mostra detalhes do funcionamento de refrigeradores

Para explicar com detalhes o funcionamento de refrigeradores, o curso técnico de Refrigeração e Climatização montou uma máquina chamada “Calorímetro de testes de baixa capacidade de refrigeração para fins didáticos”. No entanto, apesar do nome difícil, o equipamento é como uma geladeira simplificada.

Máquina simula o funcionamento de refrigeradores

Máquina simula o funcionamento de refrigeradores

“Podemos controlar as temperaturas, a pressão interna, a quantidade de fluido, entre outros”, conta Ronaldo de Souza, técnico de laboratório do IF-SC e um dos responsáveis pela criação do equipamento. A máquina, que foi construída com patrocínios da Embraco e da Ageon, é utilizada durante o curso técnico para que os alunos vejam na prática o que aprendem em sala.

Estande distribui pacote de softwares para visitantes

O estande que junta os curso da área de informática do IF-SC – superior em Gestão de TI; técnico em Informática; técnico em Informática para internet na modalidade à distância – está distribuindo conscientização na VI Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Quem passa pelo local aprende quais são as vantagens de substituir os softwares proprietários (como Windows, Word, Excel, etc) pelos softwares livre (Linux, OpenOffice, entre outros) e ainda leva pra casa um CD contendo diversos desses programas gratuitos.

Além disso, o estante também conta com um ônibus do curso superior em Gestão de TI em que é apresentado o curso e oferecida aos visitantes uma noção sobre linguagens de programação.

Os cursos de informática estão com novas vagas para o semestre 2010-1. Clique aqui para se inscrever.