Transformando a teoria em prática

Os professores são enfáticos ao afirmar os benefícios que um projeto de pesquisa pode trazer para os alunos envolvidos. E não é à toa. Por meio de um trabalho desse tipo, os estudantes conseguem relacionar conceitos de disciplinas básicas com as mais técnicas e ver a aplicabilidade dos seus estudos.

Professor Aurélio no meio dos alunos Victor e Loranzan do Câmpus Florianópolis.

Professor Aurélio no meio dos alunos Victor e Loranzan do Câmpus Florianópolis.

Foi assim com o projeto de impressora 3D desenvolvido por alunos do Câmpus Florianópolis e apresentado na SNCT de Brasília. O professor orientador, Aurélio da Costa Sabino Neto, destaca essa interdisciplinaridade. “O projeto casou muito bem com a área de mecatrônica, envolvendo a parte de eletrônica, a mecânica de precisão e a computação”, explica.

Para o professor, fazer pesquisa pode ser muito proveitoso para os alunos comprometidos. “Percebo que os estudantes que se envolvem em pesquisa têm um amadurecimento maior”, afirma.

impressoraNo caso da impressora 3D, o projeto beneficiou não só os bolsistas. A máquina já foi usada para desenvolver uma engrenagem para um equipamento de outro curso. Além disso, as peças “impressas”em 3D podem ajudar os alunos em outras disciplinas, como a de desenho técnico. “Com o auxílio dessa máquina, podemos sair da abstração e tornar o conceito mais palpável para os alunos que estudam geometria espacial, por exemplo”, afirma Larozan Hinkel, estudante do curso de Engenharia Mecatrônica e bolsista do projeto.

O projeto deu tão certo que, com apoio de outros editais de pesquisa do IFSC, foi formado o Núcleo de Estudos em Manufatura Aditiva (Nema), um grupo de pesquisa para aprimorar o modelo, testando novas formas de alimentação e de movimentação mecânica. “É bem satisfatório ver o projeto finalizado, a máquina funcionando e poder continuar trabalhando nisso”, ressalta o professor Aurélio.

Ministros participam da abertura da SNCT de Brasília

aberturaNesta terça-feira à tarde (22), foi realizada a solenidade de abertura da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) de Brasília com a presença dos ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, e da Educação, Aloizio Mercadante. A ex-ginasta Daiane dos Santos e o físico Marcelo Gleiser também participaram da cerimônia da 10ª edição do evento que tem como tema “Ciência, saúde e esporte”.

No ano em que o evento atinge a marca de dez edições, houve um aumento significativo da SNCT pelo País. De acordo com o Governo Federal, em 2013, mais de 300 mil atividades em mais de 800 cidades fazem parte da programação nacional.

MECEm seu discurso, o ministro da CT&I destacou o objetivo dessa iniciativa. “O evento é um momento de conversação entre a comunidade científica e a população, uma hora de pensarmos a importância da ciência para a sociedade e de como ela pode beneficiar a vida das pessoas”, enfatizou.

O ministro da educação também ressaltou o papel da ciência para o desenvolvimento social do Brasil sempre ressaltando a necessidade da educação para isso. “Não se faz ciência sem educação, por isso a alfabetização é a nossa prioridade”, disse.

estande_IFSCSegundo a organização do evento em Brasília, são esperadas aproximadamente 140 mil pessoas até domingo (27), último dia da feira, sendo uma média de 15 a 20 mil pessoas por dia. O espaço tem aproximadamente 30 mil metros quadrados, onde 294 expositores se dividem em 72 estandes. Um desses estandes é o da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica em que o IFSC apresenta dois projetos do Câmpus Florianópolis.

Impressora 3D do IFSC faz sucesso na SNCT de Brasília

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Os alunos Victor e Larozan estão em Brasília representando o IFSC.

Imagine desenhar um produto no computador, apertar um botão e vê-lo ser construído em poucos minutos. Com uma máquina para manufatura aditiva, conhecida como impressora 3D, isso é possível. Esse foi um dos projetos do IFSC selecionados para representar o Instituto na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) de Brasília que começou nesta segunda (21) e segue até domingo (27).

Para mostrar a impressora 3D na prática, os alunos do curso de Engenharia Mecatrônica do Câmpus Florianópolis e bolsistas do projeto, Victor Andrade dos Santos e Larozan Hinkel, vieram ao Distrito Federal, acompanhados do professor Aurélio da Costa Sabino Neto. Os estudantes explicam que uma das aplicações da máquina é para fazer uma prototipagem rápida. “Ao invés de investir recursos na fabricação de uma peça experimental é possível usar a impressora 3D para criar protótipos de novos produtos que ainda estão em desenvolvimento”, explica Victor.

Visitantes ficaram curiosos em entender o funcionamento da impressora.

Visitantes ficaram curiosos em entender o funcionamento da impressora.

Para fazer o projeto, foi feita uma pesquisa bibliográfica para levantar os modelos existentes. “Nossa intenção foi verificar os modelos livres já existentes e melhorá-los, aprimorando a parte mecânica e otimizando a parte eletrônica”, conta Victor.

A máquina chamou a atenção de quem passava pelo estande do IFSC. “É muito gratificante ver a curiosidade do público em relação ao nosso projeto”, afirma Larozan.

Clique aqui para ver a impressora funcionando durante a SNCT de Brasília.

 

Secretário do MEC visita estande do IFSC em Brasília

Nesta terça-feira (16), o secretário da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC), Marco Antônio de Oliveira, esteve na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia do Distrito Federal. Após acompanhar a cerimônia de abertura, o secretário esteve no estande da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica. Durante a passagem, marcou presença no estande do IFSC.

Fibra de banana vira acessório de moda

Quem disse que os projetos terminam depois que os estudantes se formam? Três ex-alunas do Campus Jaraguá do Sul estão mostrando que uma ideia criada durante o curso pode dar certo e perdurar mesmo após a formatura.

Jackeline Rode, Carmen Hreczuck e Nayla Ramos, recém-formadas no curso técnico em Produção e Design de Moda, desenvolveram o projeto Nanica Chick, pelo qual fabricam bijuterias e outros acessórios usando a fibra de banana como matéria-prima. A ideia deu tão certo que a Nanica Chick tornou-se a primeira empresa incubada do campus.

O foco da empresa tem tudo a ver com um dos temas da SNCT que é a sustentabilidade. Carmen explica que a matéria-prima usada na fabricação das pulseiras, colares, anéis e outros acessórios de moda vem do pseudocaule da bananeira, resíduo abundante na região Norte de Santa Catarina, onde está a maior produção estadual da fruta. “É um processo inovador no estado”, conta.

O convite para expor o projeto na semana de Brasília foi recebido com muita felicidade pelas alunas. “Estamos vendo que a empresa pode dar certo e temos recebido muito apoio. O fato de estarmos aqui é um exemplo do apoio que o IFSC nos deu e continua dando”, ressalta Carmen.

Cada ex-aluna possui uma função na empresa. Jackeline cuida da parte administrativo-financeira, Nayla é responsável pela criação e produção e Carmen fica com a área comercial e de marketing. Nayla conta que a intenção do grupo é continuar se aperfeiçoando e ampliar a produção. “Estamos trabalhando em protótipos de bolsas, cintos e sapatos feitos com a fibra da banana”, diz.

Quem quiser conhecer o trabalho da Nanica Chick pode ir ao Campus Jaraguá do Sul onde a empresa está incubada. Em breve, as sócias vão lançar uma página no Facebook para facilitar o acesso das pessoas e permitir a compra das peças. “Já comercializamos nossas criações, mas por enquanto todo o dinheiro é investido na própria empresa”, conta Jackline.

E a mistura de sustentabilidade e criatividade chama a atenção mesmo. As peças da nova marca catarinense estão fazendo sucesso na SNCT de Brasília. Tão logo os acessórios foram expostos, diversos visitantes pararam no estande do IFSC para conhecer o trabalho.

Nova forma de obter recurso evita danos à natureza

Outro projeto do IFSC que está sendo apresentado na SNCT de Brasília é o de recuperação de fosfato em efluentes sanitários. O trabalho está sendo desenvolvido há um ano por alunos e professores do curso técnico integrado de Química do Campus Florianópolis.

A aluna Carolina Thiesen Lehmkuhl conta que as reservas de fosfato naturais estão acabando e o projeto é uma forma de obter esse recurso e ainda evitar danos à natureza. “Quando as pessoas ingerem o fosfato, grande parte não é absorvida pelo corpo e acaba indo para o esgoto. Como o esgoto não possui um tratamento adequado para esse resíduo, ele acaba indo para o mar e gera um desenvolvimento exagerado de algas que prejudica a vida marinha”, explica. Com o projeto de pesquisa, os alunos estudam uma forma de reaproveitar esse fosfato do esgoto, fazendo um tratamento adequado, e evitando que chegue ao mar e gere danos ambientais.

Para Carolina, participar de um projeto de pesquisa tem sido muito valioso. “Vejo que ajuda na ambientação no laboratório e na questão de responsabilidade, pois além das aulas regulares temos que dar conta da pesquisa”, afirma.

SNCT é oficialmente aberta em Brasília

Nesta terça-feira (16), foi realizada a abertura nacional da 9ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) que está sendo realizada por mais de 800 instituições em todos os estados do País. A abertura oficial foi feita pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, em Brasília, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade (ExpoBrasília), onde está sendo realizado o evento do Distrito Federal. Também participaram da cerimônia a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário; o secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social, Eliezer Pacheco, o governador do DF, Agnelo Queiroz; entre outras autoridades.

O secretário Eliezer Pacheco destacou que a SNCT se realiza num momento em que o Brasil busca uma sociedade soberana, democrática e inclusiva. “Para isso, a ciência é fundamental”, disse.

O tema desta edição é “Economia verde, sustentabilidade e erradicação da pobreza”. Para o ministro do MCTI, a ciência é imprescindível para atingir os requisitos dessa temática. “Os benefícios da ciência somente são sentidos quando apropriados pela população e a SNCT é um elo entre a ciência e a população”, afirmou Raupp.

Na cerimônia, o ministro anunciou ainda a criação de um museu de ciência e tecnologia em Brasília, o lançamento de editais para as instituições promoverem feiras e mostras de ciências, além de uma olimpíada de ciências. E adiantou a temática da SNCT de 2013: Esporte, Ciência e Saúde.

 

Projeto transforma óleo vegetal em sabão

A sustentabilidade, um dos temas da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, está sendo posta em prática por alunos do Campus Florianópolis. No evento que está ocorrendo em Brasília, os estudantes do IFSC trouxeram sabão feito de óleo vegetal usado para mostrar aos visitantes. O reaproveitamento do produto evita os danos ambientais causados quando o óleo é descartado na rede de esgoto.

A aluna do curso integrado de Química, Aline Flores, que foi bolsista do projeto, explica que o trabalho buscou incentivar os estudantes a terem vivência no laboratório e a ter consciência ambiental. “Fizemos pesquisa nos restaurantes e lanchonetes para ver como eles descartavam o óleo usado, pesquisa bibliográfica e experimentos para ver o melhor processo para otimizar a fabricação de sabão a partir do óleo”, conta. O estudante Massai Silva, do mesmo curso, também participou do projeto.

Para produzir os sabões, os alunos utilizaram o óleo usado da cantina do Campus Florianópolis. Depois de prontos, os sabões são utilizados para limpeza dos laboratórios do curso.

E você também pode reaproveitar o seu óleo usado e fazer sabão em casa. Anote os passos dados pelos estudantes do IFSC:

1) Dissolva 28 gramas de soda cáustica em 100 ml de água. Essa solução deve ser feita em banho de gelo.
2) Adicione 100 ml de óleo vegetal usado e 75 ml de álcool líquido.
3) Leve a mistura em banho maria mexendo continuamente por 30 minutos.
4) Deixe esfriar no próprio recipiente ou então coloque na forminha que desejar e deixe esfriar.
5) Aguarde dois dias para poder usar o sabão. O sabão pode ser usado para limpeza ou para lavar roupa.

O que você faz com sua radiografia velha?

A radiografia é um exame que ajuda os médicos a diagnosticarem e tratarem doenças. Mas o que fazer depois com esse material? Para ensinar as pessoas a fazerem um correto descarte e ainda evitar que o material utilizado na radiografia polua o meio ambiente, professores e alunos do Campus Florianópolis do IFSC se uniram para desenvolver um projeto de pesquisa intercursos que está sendo apresentado na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de Brasília, que começou nesta terça-feira (16) e termina no domingo (21).

O trabalho começou em agosto e envolve estudantes e docentes dos cursos técnico integrado em Química e Superior de Tecnologia em Radiologia. A professora Laurete Medeiros Borges, coordenadora do curso de Radiologia e idealizadora do projeto, explica que a intenção é alertar para o perigo que os resíduos das radiografias geram quando o descarte não é adequado. “Queremos que os alunos já comecem a desenvolver nos cursos uma consciência ambiental”, destaca.

O projeto envolve tanto a questão educativa – de orientar as pessoas a não jogarem radiografias em lixo comum – como também a recuperação da prata usada na radiografia e a reutilização de filmes radiográficos descartáveis. No estande do IFSC na SNCT de Brasília, o grupo mostra como faz o processo para reaproveitar a radiografia, que envolve lavação, filtragem e queimação em um forno. Ao final, recupera-se a prata – que é utilizada nas aulas de química – e o acetato limpo, que é entregue para os alunos do curso superior de tecnologia em Design de Produto usarem no laboratório de materiais.

O trabalho será feito até novembro. “Estamos passando em clínicas para orientar sobre o correto descarte das radiografias e ainda vamos passar nas salas de aula para conscientizar nossos alunos”, conta Laurete.

Também trabalham no projeto as professoras Andréia Huhn (Radiologia) e Berenice Junkes (Química). Participam da pesquisa ainda as alunas bolsistas Daniela Klabelg (Radiologia) e Aline Flores (Química) e os estudantes voluntários Massai Silva (Química) e Marelise Montana (Radiologia).