3º Sict-Sul será realizado no Câmpus Sombrio do IFC

A 3a edição do Simpósio de Integração Científica e Tecnológica do Sul Catarinense (Sict-Sul) já tem local definido: será no Câmpus Sombrio do Instituto Federal Catarinense (IFC). O evento, que reúne IFSC, IFC e UFSC, foi realizado no Câmpus Criciúma do IFSC no ano passado e no Câmpus Araranguá da UFSC este ano.

O 2º Sict-Sul, realizado nos dias 21 e 22 de outubro, teve mais de mil participantes inscritos. Ao todo, 156 trabalhos foram apresentados, sendo 88 pôsteres e 68 apresentações orais. Além disso, o evento contou com 11 minicursos, nove palestras e duas conferências. Só do IFSC, foram cerca de 260 participantes e 48 trabalhos apresentados.

Para Lucas Dominguini, representante do Câmpus Criciúma no Comitê Organizador, o Sict-Sul é muito positivo porque permite que um grande número de alunos da região participem e mostrem os resultados de seus trabalhos. “Nesse evento os alunos têm a oportunidade de conhecer e interagir com outras instituições, tanto com os professores e os alunos quanto com os espaços físicos, como laboratórios. Além disso, eles ainda podem apresentar seus trabalhos para pessoas de fora”, avalia.

“A edição deste ano superou nossas expectativas. Organizar um evento assim é bastante cansativo, mas vale muito a pena”, comenta Samuel Costa, representante do Câmpus Araranguá do IFSC no Comitê Organizador.

Alunos do Câmpus Criciúma apresentam resultados de pesquisas realizadas nas aulas de Química

Durante o 2º Simpósio de Integração Científica e Tecnológica do Sul Catarinense (2º Sict-Sul), alunos do curso técnico integrado de Edificações do Câmpus Criciúma tiveram a oportunidade de apresentar os resultados de suas pesquisas realizadas nas aulas de Química para alunos e professores de outras instituições. Os dois trabalhos citados abaixo foram apresentados em formato de pôster.

SONY DSCUma delas foi o “Estudo da viabilidade de uso de indicador natural de rabanete em titulação ácido-base”, apresentada pela aluna Julia Marcondes Borges. Juntamente com outros alunos e sob a coordenação do professor Lucas Dominguini, Julia constatou que a casca do rabanete submersa em álcool por sete dias forma uma solução que se mostrou eficiente na titulação ácido-base, principalmente em substâncias com ph entre 4 e 9. “É uma solução natural e mais barata que a solução padrão”, explica Julia. Além da casca de rabanete, os alunos fizeram testes com outras substâncias, como a pera, o chá preto e a berinjela, mas nenhum obteve resultados tão positivos quanto o rabanete.

SONY DSCJá a aluna Caroline Felizardo apresentou o resultado da pesquisa “Tratamento de solução aquosa contendo azul de metileno com fibra de bananeira: estudos de parâmetros de adsorção”, também sob orientação do professor Lucas. De acordo com a pesquisa, a fibra de bananeira é altamente adsorvente, ou seja, ela retém a penetração de gases ou líquidos. “Se ela adsorve o azul de metileno, que é um corante super forte, com certeza irá ter o mesmo efeito com outros corantes mais fracos, utilizados na indústria têxtil, por exemplo”, explica Caroline.

Professores do IFSC promovem minicursos durante o 2º Sict-Sul

Na manhã desta terça-feira (22), professores do Câmpus Araranguá promoveram três minicursos aos participantes do 2º Simpósio de Integração Científica e Tecnológica do Sul Catarinense (Sict-Sul), evento que integra os câmpus Araranguá e Criciúma do IFSC, o Câmpus Sombrio do IFC e o Câmpus Araranguá da UFSC. Um deles foi o “Panorama da Educação Básica”, com o professor César Marques. O 2º Sict-Sul fez parte da programação da SNCT do IFSC.

SONY DSCO professor César abordou dez temas que contribuíram para a construção do modelo de educação atual aplicado pelas escolas brasileiras. Segundo ele, a educação no Brasil é fragmentada e abstrata. “A interdisciplinaridade quase não existe. Os alunos estudam cada disciplina de forma isolada e não entendem porque precisam aprender aquilo, ou de que forma ele vai usar aquele conhecimento na sua vida”, explica.

Além disso, o professor também ressaltou que a educação é a escola hoje é voltada apenas para o mercado, o que causa um empobrecimento da relação humana. “O mercado é o ‘deus’ da sociedade capitalista. Nós, como educadores, temos que ter consciência disso e precisamos assumir uma postura de querer mudar esse panorama”, conclui.

Os outros dois minicursos promovidos pelo IFSC foram “Programação Arduino”, com o professor Eduardo Tocchetto de Oliveira Júnior, e “Tecnologia de fabricação dos não-tecidos”, ministrado pelo professor Wellington Rangel.

Alunos do Câmpus Criciúma assistem à palestra sobre saúde

Você conhece os cinco tesouros que todos as pessoas possuem? Os alunos dos cursos técnicos subsequentes de Edificações e de Eletrotécnica do Câmpus Criciúma puderam conhecer esses tesouros na noite desta segunda-feira (21), em uma palestra com o Dr. Teruo Watanabe, que teve como tema “Saúde e qualidade de vida no trabalho”. A atividade fez parte da programação da 10a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que esse ano tem como tema “Ciência, saúde e esporte”.

SONY DSCSegundo o Dr. Watanabe, nossos cinco tesouros são os dentes, as pernas, a água, a luz do sol e o dia de hoje. Os dentes porque a mastigação é uma etapa muito importante da refeição. “Quem mastiga direito, come até 30% menos”, afirma. As pernas porque quem caminha vive mais. “Pessoas que caminham para desempenhar suas atividades cotidianas ou que praticam atividade física regularmente possuem melhor qualidade de vida”, disse.

A água pode ser considerada um tesouro porque é fundamental para a funcionamento do corpo humano. “Principalmente para o bom funcionamento do nosso cérebro é muito importante tomar, no mínimo, dois litros de água por dia”. Já a luz do sol, de acordo com o médico, é fundamental para a absorção da vitamina D3, que previne vários tipos de doenças. “A maioria das pessoas tem deficiência dessa vitamina e nem sabem. Tomar sol duas vezes por semana, de 10 a 20 minutos, no horário entre 10h e 14h é fundamental para aumentar a vitamina D3, responsável por cerca de 20% das funções do nosso corpo”, explica.

SONY DSCPor último, o Dr. Watanabe ressaltou que, para alcançar a tão sonhada qualidade de vida, precisamos aprender a viver um dia de cada vez. “As pessoas vivem lamentando o passado e preocupados com o futuro. Tudo que temos é o dia de hoje. Esse pensamento aliado a todos esses processos certamente farão as pessoas serem mais felizes”, conclui.

Vem aí a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2013!

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) de 2013 ocorrerá entre 21 e 27 de outubro, com o tema “Ciência, Saúde e Esporte”. Serão estimuladas e promovidas em todo o país atividades de divulgação, de difusão e de apropriação social de conhecimentos científicos e tecnológicos relacionados com esse tema.

O tema de 2013 foi escolhido para aproveitar os grandes eventos esportivos mundiais a serem realizados no Brasil, como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, que servirão para motivar a população, em especial as crianças e os jovens, a conhecerem os aspectos científicos, educacionais e de saúde envolvidos nas atividades esportivas.

Para conferir a programação dos câmpus do IFSC, clique aqui.

Avaliação do SICT-Sul

O 1º Simpósio de Integração Científica e Tecnológica do Sul Catarinense (SICT-Sul) teve a participação de aproximadamente 600 pessoas. Foram inscritos 165 trabalhos completos e resumos, realizadas 18 palestras temáticas, sete mini-cursos, 82 apresentações orais e uma mesa-redonda.

Além de alunos e servidores das três instituições organizadoras – IFSC, Instituto Federal Catarinense e Universidade Federal de Santa Catarina -, houve participantes de diversas instituições de ensino do Sul do Estado.

A diretora-geral do Campus Criciúma, Sandra Margarete Bastianello Scremin, avalia que o evento foi importante para a troca de experiências entre as instituições. “Saímos daqui com ideias de parcerias e de projetos em comum. E ajudou a divulgar o IFSC na região.”

O professor Lucas Dominguini, do Campus Criciúma, foi um dos organizadores do evento e conta que ele surgiu a partir encontros entre IFSC, IFC e UFSC na região sul e de outros eventos internos das instituições. “Resolvemos juntar todos e fazer uma reunião de integração”, comenta.

O representante da UFSC na organização foi o professor Claus Pich, do Campus Araranguá da universidade federal. Para ele, o SICT-Sul foi uma “forma de fortalecer as instituições no Sul Catarinense”. Já Fernando José Garbuio, professor do Campus Sombrio do IFC, espera que haja continuidade do evento. “A ideia é que continue a ocorrer essa interação. Acabamos descobrindo que podemos trabalhar com muitos projetos em comum”, diz.

O próximo SICT-Sul deve ocorrer em Araranguá.

Jogos para promover concentração e integração dos estudantes

Utilizar jogos de mesa para estimular a atenção, concentração e atividades de convívio em grupo entre os estudantes do Campus Araranguá foi o objetivo de um projeto desenvolvido ano passado e integrante da mostra de pôsteres do 1º Simpósio de Integração Científica e Tecnológica do Sul Catarinense (SICT-Sul), realizado no Campus Criciúma. “O aluno também acaba vinculando uma atividade prazerosa com o campus e isso pode estimular a permanência dele na instituição”, diz o professor Mateus Colares (à direita na foto), orientador do projeto.

Foram realizadas competições de pebolim, futebol de botão e tênis de mesa, nos intervalos das aulas, durante o segundo semestre de 2011, como explica o aluno-bolsista do projeto Filipe Duarte Calado (à esquerda na foto). Os três primeiros colocados foram premiados.

Instrumentos musicais para ensinar a física

Charlene Peruchi Dalmolin, estudante da sexta fase do curso de licenciatura em Ciências da Natureza com habilitação em Física do Campus Araranguá, desenvolveu um site onde disponibiliza a professores material didático para ensinar física por meio de instrumentos musicais. O trabalho dela foi apresentado por meio de pôster no 1º Simpósio de Integração Científica e Tecnológica (SICT-Sul), realizado no Campus Criciúma.

Charlene explica que o site, no endereço http://sites.google.com/site/afisicadosinstrumentosmusicais/home, vai trazer um manual para auxiliar os professores a usar o material para suas aulas e até a como construir instrumentos de baixo custo. A estudante conta que já há um curso de formação inicial e continuada (FIC) sobre o tema projetado para 2013. Ela explica que, por meio dos instrumentos musicais, podem ser ensinados conteúdos como acústica e eletromagnetismo.

Fontes de energia alternativa em debate no SICT-Sul

As energias alternativas foram tema de mesa redonda realizada ontem (16) no 1º Simpósio de Integração Científica e Tecnológica do Sul Catarinense (SICT-Sul), envolvendo três professores-pesquisadores do Laboratório de Engenharia de Processos de Conversão e Tecnologia de Energia (Lepten), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O coordenador do laboratório, Sérgio Colle, fez uma apresentação sobre energia solar. Segundo ele, a Região Sul tem 14% menos de incidência solar que o Nordeste, mas o valor ainda é o dobro que o registrado na Alemanha, um dos países que mais faz uso da energia solar. Para ele, o desafio é “desenvolver sistemas inteligentes, ligados a um sistema de previsão meteorológica”, que permita armazenar a energia para os dias de pouco sol ou no inverno.

O pesquisador criticou a falta de investimento público em energia solar – somente a iniciativa privada tem apostado nessa fonte de energia – e afirmou ser necessário que mais jovens se interessem pelo tema. “Nossa comunidade de energia solar está diminuindo. Faltam jovens, faltam mestres e doutores”, lamenta.

Julieta Barbosa Monteiro abordou o tema da energia gerada a partir de biomassa. Há diversas fontes desse tipo para a geração de energia como a cana-de-açúcar, o óleo de palma, a castanha-de-caju e a casca do arroz. “O Brasil tem uma disponibilidade de biomassa bem variada e bem distribuída”, afirma.

Em Santa Catarina, as principais fontes disponíveis são a casca do arroz, os dejetos de animais provenientes da produção pecuária e o “licor negro”, um resíduo resultante da produção do papel. No entanto, segundo Julieta, a produção de energia a partir de biomassa no estado ainda é residual.

Por fim, Júlio César Passos falou sobre energia eólica. Para ele, o Brasil tem um potencial interessante de uso dessa energia. No entanto, a China, líder mundial na geração de energia eólica, gera 40 vezes o total do Brasil por ano (60 mil megawatt, contra cerca de 1,5 mil megawatt). O Ceará é o maior estado gerador, seguido pelo Rio Grande do Sul, onde estão os maiores aerogeradores do País (na cidade de Osório).

Em Santa Catarina, o destaque é o município de Água Doce, no Meio-Oeste. “A energia eólica não emite gases do efeito estufa, permite reduzir o uso de combustíveis fósseis e poupar água das hidrelétricas”, conta.

Palestras no SICT-Sul

O 1º Simpósio de Integração Científica e Tecnológica do Sul Catarinense (SICT-Sul) termina nesta terça (16) à noite com palestras temáticas de diversas áreas, como segurança do trabalho, licenciatura e energias alternativas, dentre outros. Todas gratuitas e abertas a quem se inscreveu no evento. Na foto, o professor Werther Serralheiro, do Campus Araranguá, ministra palestra sobre “Controle digital de processos em sistemas embarcados – aplicações e perspectivas”.