Nova forma de obter recurso evita danos à natureza

Outro projeto do IFSC que está sendo apresentado na SNCT de Brasília é o de recuperação de fosfato em efluentes sanitários. O trabalho está sendo desenvolvido há um ano por alunos e professores do curso técnico integrado de Química do Campus Florianópolis.

A aluna Carolina Thiesen Lehmkuhl conta que as reservas de fosfato naturais estão acabando e o projeto é uma forma de obter esse recurso e ainda evitar danos à natureza. “Quando as pessoas ingerem o fosfato, grande parte não é absorvida pelo corpo e acaba indo para o esgoto. Como o esgoto não possui um tratamento adequado para esse resíduo, ele acaba indo para o mar e gera um desenvolvimento exagerado de algas que prejudica a vida marinha”, explica. Com o projeto de pesquisa, os alunos estudam uma forma de reaproveitar esse fosfato do esgoto, fazendo um tratamento adequado, e evitando que chegue ao mar e gere danos ambientais.

Para Carolina, participar de um projeto de pesquisa tem sido muito valioso. “Vejo que ajuda na ambientação no laboratório e na questão de responsabilidade, pois além das aulas regulares temos que dar conta da pesquisa”, afirma.

Projeto transforma óleo vegetal em sabão

A sustentabilidade, um dos temas da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, está sendo posta em prática por alunos do Campus Florianópolis. No evento que está ocorrendo em Brasília, os estudantes do IFSC trouxeram sabão feito de óleo vegetal usado para mostrar aos visitantes. O reaproveitamento do produto evita os danos ambientais causados quando o óleo é descartado na rede de esgoto.

A aluna do curso integrado de Química, Aline Flores, que foi bolsista do projeto, explica que o trabalho buscou incentivar os estudantes a terem vivência no laboratório e a ter consciência ambiental. “Fizemos pesquisa nos restaurantes e lanchonetes para ver como eles descartavam o óleo usado, pesquisa bibliográfica e experimentos para ver o melhor processo para otimizar a fabricação de sabão a partir do óleo”, conta. O estudante Massai Silva, do mesmo curso, também participou do projeto.

Para produzir os sabões, os alunos utilizaram o óleo usado da cantina do Campus Florianópolis. Depois de prontos, os sabões são utilizados para limpeza dos laboratórios do curso.

E você também pode reaproveitar o seu óleo usado e fazer sabão em casa. Anote os passos dados pelos estudantes do IFSC:

1) Dissolva 28 gramas de soda cáustica em 100 ml de água. Essa solução deve ser feita em banho de gelo.
2) Adicione 100 ml de óleo vegetal usado e 75 ml de álcool líquido.
3) Leve a mistura em banho maria mexendo continuamente por 30 minutos.
4) Deixe esfriar no próprio recipiente ou então coloque na forminha que desejar e deixe esfriar.
5) Aguarde dois dias para poder usar o sabão. O sabão pode ser usado para limpeza ou para lavar roupa.

O que você faz com sua radiografia velha?

A radiografia é um exame que ajuda os médicos a diagnosticarem e tratarem doenças. Mas o que fazer depois com esse material? Para ensinar as pessoas a fazerem um correto descarte e ainda evitar que o material utilizado na radiografia polua o meio ambiente, professores e alunos do Campus Florianópolis do IFSC se uniram para desenvolver um projeto de pesquisa intercursos que está sendo apresentado na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia de Brasília, que começou nesta terça-feira (16) e termina no domingo (21).

O trabalho começou em agosto e envolve estudantes e docentes dos cursos técnico integrado em Química e Superior de Tecnologia em Radiologia. A professora Laurete Medeiros Borges, coordenadora do curso de Radiologia e idealizadora do projeto, explica que a intenção é alertar para o perigo que os resíduos das radiografias geram quando o descarte não é adequado. “Queremos que os alunos já comecem a desenvolver nos cursos uma consciência ambiental”, destaca.

O projeto envolve tanto a questão educativa – de orientar as pessoas a não jogarem radiografias em lixo comum – como também a recuperação da prata usada na radiografia e a reutilização de filmes radiográficos descartáveis. No estande do IFSC na SNCT de Brasília, o grupo mostra como faz o processo para reaproveitar a radiografia, que envolve lavação, filtragem e queimação em um forno. Ao final, recupera-se a prata – que é utilizada nas aulas de química – e o acetato limpo, que é entregue para os alunos do curso superior de tecnologia em Design de Produto usarem no laboratório de materiais.

O trabalho será feito até novembro. “Estamos passando em clínicas para orientar sobre o correto descarte das radiografias e ainda vamos passar nas salas de aula para conscientizar nossos alunos”, conta Laurete.

Também trabalham no projeto as professoras Andréia Huhn (Radiologia) e Berenice Junkes (Química). Participam da pesquisa ainda as alunas bolsistas Daniela Klabelg (Radiologia) e Aline Flores (Química) e os estudantes voluntários Massai Silva (Química) e Marelise Montana (Radiologia).